Planejando viajar para Buenos Aires?

Baixe nosso capítulo gratuito e descubra 10 atrações que você não pode deixar de incluir em sua viagem:
  • monumentos que ergueram a identidade da cidade;
  • famosos palcos que conceberam a cultura argentina;
  • museus locais repletos de magníficas peças de arte;
  • bairros que testemunharam a evolução e o progresso da cidade;
  • estádios onde nasceram lendas do futebol.
e muito mais!

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Guias de viagem são ótimos companheiros na hora de definir seu roteiro e explorar um novo local. Em nosso ebook, estão disponíveis uma série de informações valiosíssimas para o viajante que vai visitar Buenos Aires. Pela proximidade e pela grande oferta de voos a preços acessíveis, a capital argentina é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros, principalmente durante as férias de inverno.

E quem vai uma vez acaba voltando muitas vezes mais. Buenos Aires é tão encantadora que é difícil se contentar com uma viagem só. E, de fato, a grande cidade – a maior da Argentina – tem muito a oferecer. Dia após dia, os visitantes se impressionam com sua riqueza arquitetônica, sua forte pegada cultural e artística e, é claro, sua gastronomia extraordinária. E por ser tão completa, acaba ficando difícil aproveitar tudo que se tem vontade em apenas uma visita.

Nosso guia está aí para ajudar-lhe a aproveitar a cidade ao máximo. Nele você encontrará todas as dicas essenciais para planejar seu roteiro, independentemente se você tem várias semanas ou apenas alguns dias na metrópole portenha. Confira abaixo um pouco mais sobre um dos capítulos mais interessantes do guia, que você pode baixar gratuitamente:

10 pontos turísticos de Buenos Aires

Neste capítulo, você ficará sabendo quais são os locais mais emblemáticos de Buenos Aires e conhecerá um pouco da história de cada um e de sua importância para os portenhos. Além de informativo, o guia é visualmente atrativo e conta com um esquema ilustrado que mostra de maneira simplificada onde cada ponto turístico está localizado na cidade.

Há na capital argentina vários lugares de grande importância histórica. Muitos deles foram palco de acontecimentos que tiveram um papel crucial nas origens de Buenos Aires e em sua trajetória. Hoje, são considerados marcos da história e da política da cidade. Um exemplo disso é o controverso Obelisco, erguido em comemoração ao quarto centenário da cidade. Encontra-se na Praça da República, onde a bandeira do país foi içada pela primeira vez na capital argentina.

Hoje, o Obelisco serve como ponto de encontro dos porteños em celebrações e protestos. É, inegavelmente, um dos marcantes lugares turísticos de Buenos Aires. No guia você encontrará informações também sobre dois outros pontos turísticos de importância histórica e política ainda maior: a Plaza de Mayo e a Casa Rosada.

E não podemos falar da história de Buenos Aires sem levar em conta seu forte apelo cultural. O tango é a principal expressão artística argentina e certamente pode ser considerado um dos patrimônios da cidade. Além disso, Buenos Aires conta com o Teatro Colón, a maior casa de ópera da América Latina, e vários museus de importância internacional.

Baixe nosso guia e saiba mais sobre dois dos mais relevantes: o Museu de Bellas Artes e o MALBA, Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires. O Bellas Artes abriga uma rica e eclética coleção de esculturas e pinturas de artistas renomados como Van Gogh, Renoir, Goya, Manet e Monet. Já o MALBA coloca moradores e turistas em contato com artistas da América do Sul. Inclusive é lá que está o Abaporu, velho conhecido dos brasileiros e obra da artista Tarsila do Amaral.

Você encontrará ainda dicas de outros passeios imperdíveis na cidade, como o Caminito e a Puente de la Mujer. Você sabia que entre os principais pontos turísticos de Buenos Aires está um cemitério? Pois é, essas e outras curiosidades estão a um simples clique de distância. Basta fazer o download e descobrir quais são os 10 principais pontos turísticos de Buenos Aires.

As origens de Buenos Aires

A capital argentina é a maior cidade do país e a segunda maior metrópole da América do Sul, ficando atrás apenas da Grande São Paulo. Originalmente chamada de Real Nuestra Señora Santa María del Buen Ayre, atualmente se chama Ciudad Autónoma de Buenos Aires, CABA, também abreviada localmente por Bs. As. Ela não é a capital da Província de Buenos Aires, mas um distrito autônomo, desde 1994, daí seu nome atual.

Estima-se que apenas a Cidade Autônoma de Buenos Aires, sem contar as cidades conurbadas, abrigue atualmente quase 3 milhões de habitantes. Desses, a maioria é de origem italiana e espanhola. Pouco mais de 2% da população é de origem indígena e afro-americana. Um dado curioso é que boa parte da população da cidade é de imigrantes: cerca de 38% dos habitantes de Buenos Aires não nasceram ali, mas vieram de outras partes da Argentina ou de outros países.

A fundação da cidade portenha data do século XVI e aconteceu, no que podemos dizer, em duas etapas. O primeiro assentamento de Buenos Aires, no que é hoje o bairro de San Telmo, estabeleceu-se em 1536, mas foi rapidamente abandonado, em 1541, graças à resistência indígena. Teve seu nome dado em homenagem à Santa María de los Buenos Aires, ou Madonna de Bonaria.

A madona era cultuada pelos sevilhanos desde que haviam chegado em segurança ao morro de Bonaria, na Sardenha. Tinha esse nome por estar livre do ar empesteado do resto da cidade de Cagliari, aos pés do morro, numa região pantanosa. A chegada dos espanhóis à atual Buenos Aires foi considerada, assim, obra dos “bons ventos” ofertados pela Virgem, e nomeada em sua homenagem.

O segundo assentamento foi iniciado em 1580, com o nome de Santíssima Trindade, graças ao feriado próximo à data da chegada dos colonizadores. Entretanto, o porto continuou a ser chamado de Buenos Aires, e o uso corrente acabou abandonando o nome de Santíssima Trindade, fazendo prevalecer o nome atual.

A Revolução de Maio e a independência argentina

Durante o período colonial, o único porto autorizado a fazer comércio com as colônias era o de Sevilha, através do porto de Lima, no Peru. Dessa maneira, o comércio de Buenos Aires era lento e dificultado, com impostos altíssimos devido ao longo caminho que as mercadorias precisavam fazer entre esses portos. Ao longo do tempo, essa situação criou ressentimento entre os portenhos. Eles mantiveram um intenso comércio de contrabando, tolerado pelas autoridades, entre as diversas colônias, e inclusive com os portugueses.

Para aliviar os conflitos, o Rei Carlos III da Espanha declarou Buenos Aires, no final do século XVIII, porto aberto. Com a captura de um importante porto panamenho pelos ingleses, tornou-se necessário desviar todo o comércio pelo Rio da Prata. Assim foi criado o Vice-reinado do Rio da Prata, com capital em Buenos Aires. Entretanto, os portenhos já haviam criado o sentimento independentista, o que levou em pouco tempo à Guerra de Independência.

O que culminou na Guerra da Independência foi a gloriosa Revolução de Maio. Nessa revolução, milhares de argentinos se reuniram na antiga Plaza Mayor – hoje coerentemente chamada Plaza de Mayo – clamando por liberdade, pela deposição do vice-rei e instauração da Primeira Junta. A revolução garantiu aos argentinos a condução do próprio país.

A independência definitiva se deu em 1816, na sequência da Guerra Peninsular pelo controle da Península Ibérica. Com essa guerra, os reinos de Portugal e de Espanha ficaram bastante deteriorados econômica e socialmente, o que possibilitou as revoluções liberais desses países e a independência da maioria das suas colônias.

A portentosa cultura portenha

Por conta de suas origens, Buenos Aires foi fortemente influenciada pelos países europeus. Esse fato pode ser reconhecido em sua arquitetura e em sua fervilhante vida cultural. Além de abrigar o Teatro Colón, grandiosa casa de ópera de renome mundial, a cidade tem ainda um impressionante número de museus relacionados com a história e as artes, além de centenas de bibliotecas públicas e livrarias.

Buenos Aires é a cidade com a maior quantidade de teatros ativos da América Latina. Dentre os mais importantes, além do Colón, podemos citar o Teatro General San Martín, o Teatro Regio, o Teatro Alvear, o Teatro Sarmiento e o Teatro Nacional Cervantes. Como se não bastasse, a cidade portenha tem também importantes centros culturais, a exemplo do Centro Cultural Recoleta, no bairro mais expressivo da cidade.

Outro aspecto da cultura portenha muito presente do dia a dia são as feiras de artesanato que acontecem regularmente na cidade, como a tradicional Feira de San Telmo, onde pode-se encontrar obras com o estilo decorativo típico da cidade, o fileteado.

Só nos resta tocar um tango argentino

Uma das suas principais expressões culturais de Buenos Aires é a dança. O tango, ícone da Argentina e de Buenos Aires, tem origem popular e era dançado na região portuária, nos bares e prostíbulos. Combina elementos de diversas danças e reflete o multiculturalismo portenho: a valsa, a polca, a mazurka e o xote (dança de salão de origem na Bohemia, que também influenciou o brasileiríssimo forró).

Outra origem importante do tango, às vezes tomado como seu precursor, é a milonga. Trata-se de uma dança semelhante ao tango, mas de passos e ritmo mais rápido e marcado, sem pausas, e bastante difícil. Ambas as danças são influenciadas pelo candombe uruguaio, embora de maneira às vezes satírica, e eram bastante mal-vistas, em sua origem, pela alta sociedade.

A origem do nome tango é controversa. As hipóteses existentes atribuem ao nome uma corruptela do nome do orixá Xangô, do instrumento tambor, chamado tangó em iorubá, ou ainda do verbo tanger, através do termo português tangomão. A palavra tango foi usada por mais de um século para se referir às reuniões musicais de escravos, frequentemente banidas pelas autoridades coloniais.

O tango surgiu nas últimas décadas do século XIX, às margens do Rio da Prata, na fronteira entre a Argentina e o Uruguai. No início do século XX, músicos e dançarinos de tango passaram a se apresentar em Paris e outras capitais europeias, popularizando a dança.

Na própria argentina, porém, a moda teve um certo declínio durante a Grande Depressão, sendo recuperada pelo governo populista de Juan Perón, e, posteriormente, sendo novamente rechaçada pela ditadura militar. Dessa maneira, o tango parece ter estado desde sempre ligado à expressão popular e à liberdade.

Hoje, assistir a um show de tango é uma das principais atividades turísticas da Argentina, e uma experiência imperdível. Em sua visita a Buenos Aires, você dificilmente conseguirá ficar de fora. Não se acanhe: mesmo que a dança não seja o seu forte, vale a pena arriscar alguns passos e se envolver com essa parte fascinante da cultura portenha.